A Homofobia se manifesta em forma de violência verbal e física e pode ser definida como medo, repulsa, nojo, aversão ou ódio irracional aos homossexuais.
A homofobia é como o racismo, ou seja, uma palavra para denominar o que uma pessoa preconceituosa sente. O termo “homossexualidade, ou homossexualismo”, não existe mais, ambos foram banidos desde 1992. O termo correto é: Orientação sexual e homoafetivo. O Conselho Federal de Medicina retirou em 1985, a homossexualidade da lista dos desvios sexuais. Tanto as Ciências Naturais como as Psico-Sociais confirmam: Nada distingue um gay dos demais cidadãos. No Brasil, em 1985, o Conselho Federal de Psicologia deixa de considerar a homossexualidade como um desvio sexual e em 1999, estabelece regras para a atuação dos psicólogos em relação à questões de orientação sexual. Em 1990, a Assembléia Geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), retirou a homossexualidade da sua lista de doenças mentais, declarando que a homossexualidade não constitui doença, nem distúrbio e nem perversão. E que os psicólogos não colaborarão com eventos e serviços que proponham tratamento e cura da homossexualidade. Por fim, em 1991, a Anistia Internacional passa a considerar a discriminação contra homossexuais uma violação aos direitos humanos. Muitas vezes, a homofobia parte do próprio homossexual, como um processo de negação de sua própria sexualidade, às vezes apenas nos primeiros momentos, outras de uma forma persistente, quando o indivíduo chega a contrair matrimonio e a formar uma família, sem jamais assumir a sua homossexualidade.
As causas da homofobia não são recentes, elas ganharam forma ao longo do tempo, devido à incapacidade do ser humano em aceitar as diferenças e conviver pacificamente Insultos, gestos obscenos, agressões e até mesmo assassinatos são algumas das conseqüências da homofobia. No Brasil, as manifestações homofóbicas continuam intensas, definidas como uma epidemia nacional.
O nosso país registra o maior índice de agressões de todos os tipos, e somos conhecidos internacionalmente como o país que mais assassina homossexuais. É por isto que muitas pessoas, ao se descobrirem homossexuais, se trancam em suas casas, constroem seu próprio mundo e escondem seus sentimentos da família e amigos, por medo da sociedade que cobra e condena, por medo da rejeição por parte das pessoas que ela ama. Outras, ao se depararem com esta descoberta, fingem ignorar o fato e tentam levar uma vida de acordo com os “padrões” da sociedade, se casam, tem filhos, vivem uma vida de mentiras onde cedo ou tarde a tristeza e o desapontamento será um fato. Isto se chama homofobia internalizada, que é a negação da sua própria orientação sexual. As faculdades de psicologia não discutem sobre a homossexualidade abertamente, muitos professores nem sabem lidar com o assunto. Então como esperar que estes estudantes de psicologia estejam preparados para tirar nossas dúvidas e ajudar as pessoas que se encontram dentro destes conflitos, tentando entender o que se passa com seu corpo, sentimentos e desejos? Futuros psicólogos que precisarão responder sobre a alma humana, paixões, neuroses, saúde mental, conflitos pessoais, etc. E como não falar, não discutir, não tentar entender este tema, se ele está presente no nosso dia a dia, seja em nossa família, vizinhos, colegas de trabalho eescola? Ignorar tudo isso é consentir com ignorância atos de preconceito e violência moral e física, contra seres humanos.
Tanto as Igrejas evangélicas quanto a Igreja Católica, condenam o homossexualismo, algumas dizem que não condenam a pessoa, mas a prática, o ato de se relacionar sexualmente com pessoas do mesmo sexo. Mas uma pergunta que não quer calar então é: Se já sabemos que o homem possui 2 cromossomos sexuais. O X que herdou de sua mãe, e o Y que herdou de seu pai. E quando o homem gera seus espermatozóides, este espermatozóide deverá ter um pouquinho de cada um dos cromossomos, que recebeu do seu pai e da mãe. Isso significa que o espermatozóide de um homem, terá pedaços genéticos da mãe e do pai desse homem. Esse processo se chama “crossing-over” na meiose.
O crossing é um fenômeno que envolve cromátides homólogas. Consiste na quebra dessas cromátides em certos pontos, seguida de uma troca de pedaços correspondentes entre elas. Só que o “problema” é que essas trocas são aleatórias. Então “pode” acontecer de o Cromossomo X que contém “O comportamento feminino” doar justamente esse pedaço, onde está contido o comportamento feminino para o Cromossomo Y, responsável por gerar um homem. Ou o cromossomo Y pode doar o comportamento masculino para o cromossomo X. Em ambos os casos esse espermatozóide gerará um individuo homossexual!
Mas a ciência só poderá comprovar esta “matemática”, quando conhecer as funções de todos os genes do nosso DNA e provar que homossexuais possuem os genes do comportamento sexual trocado. Ou seja, no momento o que podemos fazer é conversar sobre o tema, tentar entender, sem hostilizar, sem preconceito nem violência. Quem já viveu a experiência de ter um amigo(a) ou um filho(a) gay, com certeza teve também a oportunidade de ver muito sofrimento. Quando um pai e uma mãe descobrem que seu filho é gay, com certeza o sentimento que impera em seu peito é o medo. E numa fração de segundos este pai e essa mãe imaginam esse filho sofrendo bullying na escola, apanhando dos colegas, sendo criticado pela família, rejeitado pela sociedade e até correndo risco de vida ao andar nas ruas. Isto acontece todos os dias, com muita dor e sofrimento.
O que venho propor com este artigo, com tema tão polêmico, é simplesmente pedir mais tolerância com as diferenças. “Eu”, no meu coração, não posso acreditar que o meu Deus, o Deus de infinita misericórdia, que disse: “Vinde a mim as criancinhas, porque delas é o reino dos céus”, poderia predestinar esta mesma criança ao inferno, levando em conta que a pessoa nasce homossexual. Muitas vezes olhamos uma criança de 7,8 anos de idade e é possível perceber que ela se movimenta e se expressa de modo diferente. Então eu pergunto: Se é pecado, isto quer dizer que este indivíduo que nasceu assim, está condenado (na terra) à solidão eterna, já que não é permitido que ele se relacione com alguém do mesmo sexo, e depois de sua morte, está destinada ao inferno, automaticamente? Isto tudo são temas muito fortes, que tomam conta da cabeça da gente, sem respostas concretas. O que eu creio é que Deus condena a promiscuidade, a falta de respeito e a prostituição. Assim como também condena o preconceito, a discriminação e a violência.
É preciso olhar para o ser humano e aceitá-lo como ele é, amá-lo como ele é, e se você não é capaz de fazer isto, então meu caro(a), dentro do contexto espiritual preciso te dizer que quando Deus nos “ordena”: Amai ao próximo como a ti mesmo, ele não abriu um parêntese dizendo… Menos os gays ou as pessoas com qualquer outra diferença que não te pareça “normal”. Acreditar em Deus, ser CRISTÃO, é obedecer, e AMAR AO PRÓXIMO COMO A TI MESMO. Não estou dizendo para concordar, mas para respeitar sem julgar. Eu não quero, diante de algo que não posso entender 100%, diante de tantos defeitos que vejo quando me olho no espelho, jogar a primeira pedra em ninguém, e sugiro que você pense bem, principalmente se você for um líder, alguém que forma opiniões e é ouvido, que reflita consigo mesmo, pois a “possibilidade” de estar sendo injusto e covarde é muito grande.
Nesta edição, temos o desabafo de um jovem, brasileiro, imigrante e gay. Ele fala de sua sexualidade, do momento exato em que chegou a conclusão de que é homossexual, fala do sofrimento, da rejeição e de tudo o que viveu em família e em sociedade. Um exemplo, entre tantos outros, que sofreu humilhações, pensou em desistir de viver, mas superou todos os preconceitos e aprendeu a se respeitar e a conquistar o respeito das pessoas que o rodeiam. Ele é Gabrini Oliveira, Vale a pena ler!
As causas da homofobia não são recentes, elas ganharam forma ao longo do tempo, devido à incapacidade do ser humano em aceitar as diferenças e conviver pacificamente Insultos, gestos obscenos, agressões e até mesmo assassinatos são algumas das conseqüências da homofobia. No Brasil, as manifestações homofóbicas continuam intensas, definidas como uma epidemia nacional.
O nosso país registra o maior índice de agressões de todos os tipos, e somos conhecidos internacionalmente como o país que mais assassina homossexuais. É por isto que muitas pessoas, ao se descobrirem homossexuais, se trancam em suas casas, constroem seu próprio mundo e escondem seus sentimentos da família e amigos, por medo da sociedade que cobra e condena, por medo da rejeição por parte das pessoas que ela ama. Outras, ao se depararem com esta descoberta, fingem ignorar o fato e tentam levar uma vida de acordo com os “padrões” da sociedade, se casam, tem filhos, vivem uma vida de mentiras onde cedo ou tarde a tristeza e o desapontamento será um fato. Isto se chama homofobia internalizada, que é a negação da sua própria orientação sexual. As faculdades de psicologia não discutem sobre a homossexualidade abertamente, muitos professores nem sabem lidar com o assunto. Então como esperar que estes estudantes de psicologia estejam preparados para tirar nossas dúvidas e ajudar as pessoas que se encontram dentro destes conflitos, tentando entender o que se passa com seu corpo, sentimentos e desejos? Futuros psicólogos que precisarão responder sobre a alma humana, paixões, neuroses, saúde mental, conflitos pessoais, etc. E como não falar, não discutir, não tentar entender este tema, se ele está presente no nosso dia a dia, seja em nossa família, vizinhos, colegas de trabalho eescola? Ignorar tudo isso é consentir com ignorância atos de preconceito e violência moral e física, contra seres humanos.
Tanto as Igrejas evangélicas quanto a Igreja Católica, condenam o homossexualismo, algumas dizem que não condenam a pessoa, mas a prática, o ato de se relacionar sexualmente com pessoas do mesmo sexo. Mas uma pergunta que não quer calar então é: Se já sabemos que o homem possui 2 cromossomos sexuais. O X que herdou de sua mãe, e o Y que herdou de seu pai. E quando o homem gera seus espermatozóides, este espermatozóide deverá ter um pouquinho de cada um dos cromossomos, que recebeu do seu pai e da mãe. Isso significa que o espermatozóide de um homem, terá pedaços genéticos da mãe e do pai desse homem. Esse processo se chama “crossing-over” na meiose.
O crossing é um fenômeno que envolve cromátides homólogas. Consiste na quebra dessas cromátides em certos pontos, seguida de uma troca de pedaços correspondentes entre elas. Só que o “problema” é que essas trocas são aleatórias. Então “pode” acontecer de o Cromossomo X que contém “O comportamento feminino” doar justamente esse pedaço, onde está contido o comportamento feminino para o Cromossomo Y, responsável por gerar um homem. Ou o cromossomo Y pode doar o comportamento masculino para o cromossomo X. Em ambos os casos esse espermatozóide gerará um individuo homossexual!
Mas a ciência só poderá comprovar esta “matemática”, quando conhecer as funções de todos os genes do nosso DNA e provar que homossexuais possuem os genes do comportamento sexual trocado. Ou seja, no momento o que podemos fazer é conversar sobre o tema, tentar entender, sem hostilizar, sem preconceito nem violência. Quem já viveu a experiência de ter um amigo(a) ou um filho(a) gay, com certeza teve também a oportunidade de ver muito sofrimento. Quando um pai e uma mãe descobrem que seu filho é gay, com certeza o sentimento que impera em seu peito é o medo. E numa fração de segundos este pai e essa mãe imaginam esse filho sofrendo bullying na escola, apanhando dos colegas, sendo criticado pela família, rejeitado pela sociedade e até correndo risco de vida ao andar nas ruas. Isto acontece todos os dias, com muita dor e sofrimento.
O que venho propor com este artigo, com tema tão polêmico, é simplesmente pedir mais tolerância com as diferenças. “Eu”, no meu coração, não posso acreditar que o meu Deus, o Deus de infinita misericórdia, que disse: “Vinde a mim as criancinhas, porque delas é o reino dos céus”, poderia predestinar esta mesma criança ao inferno, levando em conta que a pessoa nasce homossexual. Muitas vezes olhamos uma criança de 7,8 anos de idade e é possível perceber que ela se movimenta e se expressa de modo diferente. Então eu pergunto: Se é pecado, isto quer dizer que este indivíduo que nasceu assim, está condenado (na terra) à solidão eterna, já que não é permitido que ele se relacione com alguém do mesmo sexo, e depois de sua morte, está destinada ao inferno, automaticamente? Isto tudo são temas muito fortes, que tomam conta da cabeça da gente, sem respostas concretas. O que eu creio é que Deus condena a promiscuidade, a falta de respeito e a prostituição. Assim como também condena o preconceito, a discriminação e a violência.
É preciso olhar para o ser humano e aceitá-lo como ele é, amá-lo como ele é, e se você não é capaz de fazer isto, então meu caro(a), dentro do contexto espiritual preciso te dizer que quando Deus nos “ordena”: Amai ao próximo como a ti mesmo, ele não abriu um parêntese dizendo… Menos os gays ou as pessoas com qualquer outra diferença que não te pareça “normal”. Acreditar em Deus, ser CRISTÃO, é obedecer, e AMAR AO PRÓXIMO COMO A TI MESMO. Não estou dizendo para concordar, mas para respeitar sem julgar. Eu não quero, diante de algo que não posso entender 100%, diante de tantos defeitos que vejo quando me olho no espelho, jogar a primeira pedra em ninguém, e sugiro que você pense bem, principalmente se você for um líder, alguém que forma opiniões e é ouvido, que reflita consigo mesmo, pois a “possibilidade” de estar sendo injusto e covarde é muito grande.
Nesta edição, temos o desabafo de um jovem, brasileiro, imigrante e gay. Ele fala de sua sexualidade, do momento exato em que chegou a conclusão de que é homossexual, fala do sofrimento, da rejeição e de tudo o que viveu em família e em sociedade. Um exemplo, entre tantos outros, que sofreu humilhações, pensou em desistir de viver, mas superou todos os preconceitos e aprendeu a se respeitar e a conquistar o respeito das pessoas que o rodeiam. Ele é Gabrini Oliveira, Vale a pena ler!
14/18/2012
http://vivermagazine.com/viverdigital/?p=60
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