
Por Altair Guilherme Becker
Quando na adolescência, meus 12, 13 anos, nos intervalos entre períodos de aula e períodos de trabalho, pois não existia o Estatuto da Criança e do Adolescente, então nossos pais nos colocavam cedo no serviço, onde mantínhamos a mente e o corpo ocupados, não tínhamos ociosidade e aprendíamos uma profissão que nos colocava no mercado de trabalho.
Crescíamos pessoas conscientes do nosso papel de filho de responsabilidade. Eramos criados homens e mulheres de boa vontade.
Sentávamos então na frente da televisão preto e branco, esperávamos as válvulas aquecerem para então assistir o Zorro, com sua máscara, espada e cavalo na defesa dos mais oprimidos.
O Vigilante Rodoviário em sua Sinca Chambord, na companhia do seu cachorro Ri Tim Tim que defendiam as rodovias brasileiras.Assistíamos os filmes de Cowboy, onde assaltantes de diligencia e bancos davam de cara com os mocinhos e xerifes com suas estrelas bem postadas no colete ou jaquetas.
Entravam em tiroteio e muitas vezes em duelos onde sempre os bandidos perdiam, passando a impressão de que o crime não compensava.As mocinhas, mulheres lindas apaixonavam- se pelos mocinhos ou xerifes e tinham vida longa e feliz.Vila Sezamo a série brasileira infantil que assistíamos hilariados .
Os tempos são outros, as coisas mudaram , criaram o Estatuto da Criança e do Adolescente e com ele, uma geração de desocupados, marginais e vagabundos.Trocamos a televisão preto e branco pelas de Lcd de tela fina.
Substituímos a Vila Sezamo pelos programas da Xuxa.
O Zorro não mais usa a espada, o cavalo e a máscara. Está ele com a outorga do voto popular, a defender interesses particulares e de grupos organizados no congresso.
O Vigilante Rodoviário abandonou sua sinca vindo a utilizar helicópteros blindados para proteção contra bandidos bem armados que roubam e matam profissionais do transporte.
Nossos xerifes já não ostentam suas estrelas nos coletes ou jaquetas, pois se assim fizessem seriam alvo fáceis .
Seus duelos, são nas vielas das favelas de grandes e médias cidades.

As diligencias foram, alvo de roubos, foram trocados por caminhões de transporte, mercados, restaurantes, hotéis de luxo a até mesmo sapatos e tênis de grife. Somente o que não mudou foram os bancos que tiveram como incremento dos caixas eletrônicos.
O Ministério dos Transportes, saindo dos trilhos, derrapando nas curvas do superfaturamento, deslizando nas ondas hidroviárias da imoralidade e levantando voo nos aeroportos da impunidade.As mocinhas, mulheres lindas preferindo o glamour e a falsa segurança de traficantes, e suas vidas sendo ceifadas quando ainda muito jovens.Tudo isso no deixando a impressão que hoje o crime compensa.
Aí fica a dúvida se qual dos Velhos Oeste é o mais seguro. Aquele em que bandidos sempre perdiam para os mocinhos, ou este no qual não se sabe se é mais seguro nos presídios onde temos segurança, ou se em nossa prisões domiciliares no qual foram transformadas nossos lares com grandiosas grades e câmaras de segurança não nos segurando de nada., onde não temos direito a nada.Até quando o brasileiro, povo bonzinho terá que viver com tudo isso? Tá na hora lutarmos na conquista de um Velho Oeste melhor, com mais saúde, mais transporte, mais segurança e menos improbidade administrativa.Precisamos nos unir para o direito do voto desvinculado de partidos, candidatos sem filiação partidária, sem o custeio das campanhas com o dinheiro público, com a maioridade passando para 15, 16 anos, pois se sabem fazer o mal, devem saber arcar com suas responsabilidades.liberdadecomsabedoria.blogspot.com
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